A dança das cadeiras do PP no Rio de Janeiro
Na política fluminense, alguns partidos mostram que sabem muito bem ler para onde o vento sopra. É o caso do PP (Progressistas). Até outro dia, o deputado federal Dr. Luizinho e Rogério Lisboa eram peças-chave na campanha de Douglas Ruas (PL), o candidato apoiado por Flávio Bolsonaro. Lisboa, inclusive, era o nome quase certo para ser o vice na chapa.
Mas, num piscar de olhos, o cenário virou de cabeça para baixo. A dupla desembarcou da campanha do PL e agora caminha lado a lado com Eduardo Paes (PSD), o candidato que tem a bênção do presidente Lula no estado. Nos bastidores do PL, a manobra deixou um gosto amargo de traição. Já para quem acompanha o vaivém da política, a atitude apenas confirma o “talento” histórico do partido para se ajeitar rapidinho onde a sombra do poder parece mais fresca — não importando muito quem era o aliado na semana passada.
Uma forcinha institucional para o “Zero Um” Enquanto o troca-troca rola solto no Rio, o cenário em Brasília também dá o que falar. A situação de Fábio Luís, o filho do presidente Lula, que virou alvo de suspeitas de tráfico de influência no INSS, tem chamado a atenção não só pelas acusações, mas pela verdadeira “operação abafa” que parece se desenhar para protegê-lo.
O que deixa muita gente indignada é a rede de proteção armada em torno dele. A Procuradoria-Geral da República (PGR), agindo de forma bem alinhada aos interesses do governo, já pediu para rebaixar a investigação, tirando o caso do STF e mandando para a 1ª instância. Para engrossar o caldo, o ministro André Mendonça andou dando puxões de orelha velados na Polícia Federal, reclamando de retenção de informações. Fica a impressão no ar de que, para quem está no topo, as regras do jogo costumam ser bem mais flexíveis.
Foco no que gera emprego: A agenda da FIRJAN
No meio de tanta articulação política, o setor produtivo tenta puxar o freio de arrumação e focar no que realmente muda a vida da população. O presidente da FIRJAN (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), Luiz Cesio Caetano, vai colocar na mesa a “Agenda de Propostas para um Rio de Futuro”.
O documento é um manual com 45 propostas diretas para destravar a economia do estado, gerar empregos e melhorar o ambiente de negócios. Os pedidos se dividem em áreas urgentes como Segurança Pública, Energia, Infraestrutura e Impostos. E, mostrando que o empresariado tem pressa, o primeiro candidato convidado para ouvir as cobranças de perto é justamente quem lidera as pesquisas hoje: Eduardo Paes (PSD).
