Gláucio Marcelo Fonseca da Silva foi atingido durante abordagem na Gardênia Azul após equipes não se reconhecerem; tragédia familiar ocorre quase um ano após a morte do sargento Heber Carvalho.

RIO DE JANEIRO — O subtenente do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) Gláucio Marcelo Fonseca da Silva, de 54 anos, morto na manhã deste domingo (11) durante um tiroteio entre equipes da própria Polícia Militar na Gardênia Azul, Zona Sudoeste do Rio de Janeiro, era irmão do sargento Heber Carvalho. Heber, que também integrava a tropa de elite da corporação, faleceu em serviço há quase um ano durante a Operação Contenção, realizada no Complexo da Penha.

O confronto de domingo ocorreu na Rua Guilherme Moreira, na região conhecida como Beco do Saci. Segundo o comando da corporação e relatos de testemunhas, agentes do Bope realizavam uma abordagem a um veículo na via quando policiais do 18º BPM (Jacarepaguá) chegaram ao local motivados por denúncias sobre a presença de homens armados. Devido à baixa luminosidade e à utilização de viaturas descaracterizadas por parte da tropa especializada, as equipes não se reconheceram e trocaram tiros no local.

O tiroteio deixou outros cinco policiais militares feridos — quatro pertencentes ao Bope e um vinculado ao 18º BPM. Todos os feridos foram encaminhados ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca. O subtenente Gláucio chegou a receber atendimento de emergência, mas não resistiu aos ferimentos. De acordo com o boletim da unidade de saúde, dois agentes feridos receberam alta após medicação, enquanto dois permanecem internados em quadro estável após passarem por intervenções cirúrgicas.

Investigações internas e sepultamento na Zona Oeste

Gláucio Marcelo Fonseca da Silva completaria 26 anos de serviço na Polícia Militar em dezembro, tendo dedicado a maior parte de sua trajetória profissional às operações do Bope. O agente deixou três filhos. O velório e o sepultamento do subtenente foram agendados para a tarde desta segunda-feira (12), no Cemitério Jardim da Saudade, localizado em Sulacap, na Zona Oeste do Rio.

As circunstâncias da identificação equivocada e do disparo cruzado entre os batalhões estão sob investigação conjunta da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) e da Corregedoria Interna da Polícia Militar, por meio da 2ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM). A perícia realizada na cena do confronto recolheu cápsulas de munição e analisou avarias em viaturas da corporação atingidas pelos disparos.

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