Intervenção rápida da PM evitou tragédia em Oswaldo Cruz; bolos com pequenas bolinhas pretas na cobertura foram recolhidos pela perícia antes da distribuição.

RIO DE JANEIRO — Um homem identificado como Gilson Mendonça da Silva foi preso em flagrante pela Polícia Militar na manhã desta segunda-feira, 12 de outubro de 2026. Ele é acusado de tentar sabotar uma festa comunitária de Dia das Crianças ao adicionar substâncias tóxicas em bolos que seriam servidos aos pequenos moradores de Oswaldo Cruz, bairro vizinho a Marechal Hermes, na Zona Norte do Rio de Janeiro. O caso chocou a comunidade local e foi registrado na 30ª DP (Marechal Hermes).


A Denúncia e o Cerco Policial

A operação teve início após policiais do 9º BPM (Rocha Miranda) receberem uma denúncia anônima alertando sobre a contaminação dos doces. De acordo com as autoridades, os agentes se deslocaram imediatamente para a residência do suspeito, localizada na Rua Dona Vigência.

Ao notar a chegada das viaturas, Gilson se trancou em um dos cômodos da casa portando uma arma de fogo. Após um período de intensa negociação conduzida pelos policiais militares, ele cedeu e se entregou. Com o acusado, os policiais apreenderam:

  • Uma pistola calibre .40.
  • Nove munições intactas.
  • As bandejas contendo os bolos sob suspeita.

Suspeita de “Chumbinho” e Alívio na Comunidade

Imagens compartilhadas por moradores locais em redes sociais mostraram pequenas bolinhas pretas espalhadas sobre a cobertura branca dos bolos inteiros. A principal suspeita das testemunhas e da vizinhança é de que o material seja chumbinho, um raticida ilegal altamente letal.

Felizmente, a intervenção rápida evitou uma tragédia. Como os bolos ainda não haviam sido fatiados ou distribuídos, não houve registro de nenhuma criança ou adulto intoxicado. No momento em que o suspeito foi conduzido para a viatura, dezenas de moradores que acompanhavam o cerco reagiram com extrema revolta, vaiando o homem e protestando contra a tentativa de crime.


Andamento das Investigações

Na delegacia de Marechal Hermes, o acusado negou formalmente o crime durante seu depoimento inicial.

A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) informou que a ocorrência segue em andamento. Os bolos foram totalmente recolhidos e encaminhados para a perícia do Instituto de Criminalística, que emitirá um laudo laboratorial detalhando a real composição química dos pontos pretos encontrados no alimento. Até o momento, a polícia mantém sigilo sobre a motivação por trás do ato e trabalha para descobrir a origem da pistola apreendida com o criminoso.

O laudo oficial da perícia sobre a substância deve ser liberado nos próximos dias.

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