A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) votou na manhã deste domingo (4 de outubro de 2026) no Colégio Santa Marcelina, localizado no bairro São Luís, na Região da Pampulha, em Belo Horizonte. Mantendo o seu domicílio eleitoral na capital mineira, a petista desembarcou no Brasil vinda de Xangai, na China, onde atualmente preside o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), o chamado Banco dos Brics.
A presença da ex-presidente no colégio eleitoral ocorreu por volta das 09h35 e transformou o local em um palco de intensas manifestações ideológicas. Dilma foi cercada por apoiadores e críticos, gerando momentos de grande tumulto e bate-boca entre os presentes.
Clima tenso e empurra-empurra marcam a chegada da ex-presidente
Vestida de vermelho, Dilma Rousseff entrou na instituição sob um misto correlato de sons. De um lado, grupos de eleitores petistas, professores e estudantes a recepcionaram com beijos, abraços e entoaram o coro de “Dilma, guerreira do povo brasileiro”.
Por outro lado, opositores reagiram de forma hostil com fortes vaias e gritos de protesto direcionados à ex-presidente e ao Partido dos Trabalhadores. O coro de “Lula, ladrão, seu lugar é na prisão” foi repetido em resposta aos apoiadores, o que culminou em episódios de empurra-empurra nos corredores da zona eleitoral.
Apesar do tumulto ao redor da seção eleitoral, a ex-presidente conseguiu cumprimentar os mesários e realizar a votação eletrônica de forma regular.
Retirada estratégica por segurança
Diante do acirramento dos ânimos e da aglomeração, Dilma Rousseff deixou o Colégio Santa Marcelina rapidamente e não concedeu entrevista coletiva à imprensa.
O vereador e candidato a deputado federal por Minas Gerais, Pedro Rousseff (PT), que é sobrinho de Dilma e a acompanhou no local, usou as redes sociais para justificar a saída apressada. Segundo o parlamentar, a ex-presidente precisou ser retirada do colégio eleitoral de forma imediata por sua equipe de segurança devido ao claro risco de agressão física.
