Flávio Bolsonaro consolida 7 apoios partidários e avança em arrecadação no 2º turno; Lula enfrenta estagnação em alianças
BRASÍLIA — Na abertura da primeira semana da disputa presencial em segundo turno, o senador Flávio Bolsonaro (PL) largou na frente ao estruturar uma sólida rede de alianças partidárias e ampliar a captação de recursos financeiros para a etapa decisiva da campanha. No intervalo recente de negociações na capital federal, o candidato do PL formalizou acordos estratégicos com legendas de peso no Congresso Nacional, incluindo a federação formada por União Brasil e Progressistas (PP), além de adesões do Podemos, Republicanos e Novo, somando sete grandes apoios formais ao seu projeto eleitoral.
A movimentação de bastidores aponta ainda para o avanço das conversas com diretórios estaduais do MDB, que planejam formalizar o apoio à chapa da oposição nos próximos dias. A atração dessas forças políticas amplia a capilaridade da campanha de Flávio nos estados e assegura respaldo operacional e financeiro de importantes bancadas partidárias, consolidando o ímpeto da candidatura após o resultado obtido na primeira etapa do pleito.
Em contrapartida, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta dificuldades para expandir seu arco de alianças além dos partidos que já compunham a coligação governista no primeiro turno. A estagnação na atração de novos apoios de centro e o ritmo contido no ingresso de novas doações acenderam o sinal de alerta no comando de campanha petista, que busca reorganizar a estratégia de comunicação e mapear dissidências partidárias em busca de fôlego para tentar reverter a vantagem do adversário.
A vantagem conquistada por Flávio Bolsonaro no campo das alianças reflete diretamente nos indicadores de intenção de voto apurados pelos institutos de pesquisa na largada do segundo turno. Ao assegurar o apoio formal de partidos que controlam prefeituras de grande porte e estruturas regionais relevantes, a campanha do PL fortalece sua infraestrutura para a reta final do calendário eleitoral rumo à votação de 25 de outubro.
