Grupo, que esteve próximo do campo bolsonarista, agora considera apoiar o prefeito do Rio ou permanecer ao lado do PL

A família Bacellar está reavaliando sua posição na disputa pelo governo do Rio de Janeiro e passou a considerar um possível apoio a Eduardo Paes. A movimentação chama atenção porque o grupo construiu, nos últimos anos, uma relação política próxima ao campo bolsonarista e chegou a ter Rodrigo Bacellar como um dos nomes cotados para disputar o Palácio Guanabara.

Com a saída de Rodrigo Bacellar do cenário eleitoral, após sua prisão e posterior cassação do mandato, a família passou a reorganizar sua estratégia para 2026. Além de Paes, o grupo avalia a possibilidade de apoiar Douglas Ruas, candidato do PL ao governo estadual.

A aproximação com Paes ganhou um primeiro sinal público em julho, quando Marquinho Bacellar anunciou apoio a um candidato do PSD, partido do prefeito do Rio. Na ocasião, o vereador também falou em “decepção” com antigos aliados, em uma referência à mudança nas relações políticas do grupo.

O movimento ocorre justamente quando Paes aparece na liderança das pesquisas para o governo estadual. Levantamento recente do Paraná Pesquisas mostrou o prefeito com 44,5% das intenções de voto em um dos cenários, enquanto Douglas Ruas registrou 15,5%.

Para Paes, a aproximação representa a possibilidade de ampliar sua base política e avançar sobre setores que tradicionalmente estiveram ligados à direita. Para o PL, por outro lado, uma eventual saída dos Bacellar significaria a perda de um grupo com forte presença política no interior do estado.

Ainda não há uma decisão definitiva. A escolha entre Paes e Douglas Ruas deverá indicar não apenas o caminho eleitoral da família Bacellar, mas também como ficará o mapa de alianças da direita fluminense na eleição de 2026.

O que já mudou, porém, é a posição do grupo no tabuleiro político. A família que até pouco tempo atrás era apontada como uma das forças importantes do campo bolsonarista agora mantém conversas com o principal adversário desse mesmo campo na disputa pelo governo do Rio.

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